CONSCIÊNCIA ATIVA

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Experimento constante do bloco 00120.3 da obra gênese, a consciência ativa é o exercício básico para que o homem, consciente dos próprios atos, possa dar um passo importante em conhecer a si mesmo nas estruturas de base e profundezas de sistema – informações que envolvem psique (alma, para a cultura religiosa) e mente. É o conteúdo que nós estamos apresentando, ao grande público, através do nosso projeto para a compreensão da vida e conhecimento de si mesmo, composto por estas páginas eletrônicas e 7 (sete) livros, em PDF e no padrão impresso convencional.

É uma atividade tão simples quanto importante e que – praticada com vontade, um pouco de esforço inicial e boa regularidade – incorporada ao cotidiano vai desenvolver certas áreas inativas, da mente, para alguns saltos na existência do indivíduo praticante. O exercício, mesmo realizado com frequência, não vai ocupar o tempo do praticante; pois se trata de ação mental, exclusivamente, e pode ser levada a efeito em qualquer momento, estando no exercício de alguma tarefa ou não, mesmo que seja tarefa mental.

Alguns estudiosos das ciências cognitivas costumam dizer que usamos menos de 10% (dez por cento) da nossa capacidade mental, outros afirmam que não passamos dos 3% (três por cento). Tudo isso não passa de meras suposições.

l   Caso pudéssemos avaliar o percentual de uso da mente, por certo conheceríamos o absolutismo da sua capacidade.

O fato, entretanto, é que usamos pouco, muitíssimo pouco, o potencial instalado, digamos, do nosso sistema de interpretação do ambiente e os seus valores. Fator que nos reduz no tempo, quem sabe, a uma Ferrari de fórmula um limitada a rodar nos níveis de um veículo tracionado por cavalos.

Usamos muito pouco... e não temos a menor ideia de como seria e como se comportaria uma sociedade, cujos membros sejam capazes de usar a metade da capacidade mental que ora nós incorporamos no nosso conjunto de sistema. Entretanto, fazendo um exercício de raciocínio, nada suave, e tendo como parâmetros este nosso momento tecnológico avançado e socialmente conturbado (não dispomos de outros elementos de relação), podemos compreender que essa dita sociedade teria de ser balizada nos princípios do amor e da ética; sob pena das quebras de regras, inclusive normas internacionais, superarem largamente os recursos de controle e ordem e o próprio avanço destruir a sociedade.

Se violência gera violência, por analogia,

l   amor e ética também deve gerar os mesmos valores de retorno [amor e ética].

Ninguém tem motivos para “atirar uma pedra com a mão” que foi beijada; assim como nenhum vivente humano, consciente dos próprios valores, cidadania e responsabilidades sociais, dispõe de coragem e temperamento para retirar algo de uma pessoa que o beneficiou no passado.

l   Queres viver bem com o teu semelhante?
Cuides para que nada dele seja retirado em teu benefício, nem mesmo o esforço árduo do seu labor.

Voltando ao nosso assunto [consciência ativa], vamos evocar a maravilhosa sabedora de um grande mestre indiano, Osho, que não se cansava de falar sobre a auto-observação. Em uma das suas obras, não me lembro qual, ela relata sobre o medo do escuro: “Se tens medo da escuridão” – escreve ele apague todas as luzes, vede portas e janelas para que não entre uma só centelha de luz e enfrente o seu medo. Se te dá arrepios, sinta-os; se te tremes as pernas, observes esse tremor; se o estado te apavoras, vivas esse pavor, e continua por quase uma página inteira descrevendo as mais difíceis situações que pode viver uma criatura assaltada pelo medo.

Para o mestre, naturalmente, esse tipo de prática é de uma simplicidade franciscana. Tudo é simples e tudo é fácil, quando se tem domínio da matéria. No entanto, para as pessoas que usam tão pouco o seu poder interior (mental) e não possui nenhum condicionamento avançado de sistema, qualquer auto-enfrentamento é de uma dificuldade assaz, beirando as raias do impossível.

Acontece que o sistema mental de um indivíduo, neste momento evolutivo, está no mesmo nível, ou um pouco abaixo, das emoções e oscila com elas, para cima e para baixo, respeitando a diferença relativa entre ambos [razão e emoção] – os fatores emocionais, em alta rotação, impedem a mente pouco treinada de executar qualquer tarefa racional, muito mais ainda algum exercício de observação (a mente humana, livro V da série conhecer-se).

l   O exercício da consciência ativa – que tratamos no gênese, livro II da mesma série – vem nesse socorro.

Exercitar certas áreas da mente humana para responder racionalmente em situações críticas.

A prática [consciência ativa] vale para que o homem possa libertar-se de qualquer situação psíquica desequilibrada. Seja um estado de atitude (medo), de ânimo (tristeza) ou afeto (ódio/paixão). Liberar-se desses fatores emocionais não quer dizer, entretanto, evitar ou desfazer-se da condição opressora, mais sim mantê-la sob controle.

Qualquer estado psicológico, mesmo o mais desregulado, não é ruim; mesmo que não possamos enxergar desta forma no momento da vivência. Muito pelo contrário, são momentos de grande importância nas nossas vidas, e, mais cedo ou mais tarde – ainda mais quando bem administrados – sempre vão se transformar em valores edificantes e de real grandeza no processo evolutivo de cada pessoa que teve a oportunidade de vivê-los.

A prática constante do exercício – que com o tempo automatiza e acontece sem incômodo nem esforço, tal qual a respiração – não vai torná-lo um super-homem, da nossa atual concepção, mas vai plantar no seu mundo interior os instrumentos necessários para ascendê-lo à condição de usuário avançado dos poderes reservados no infinito interior da sua cabeça animal.

Quando você não pode perceber, a Terra e o Universo

vão cumprindo o seu destino.

Quando você pode perceber, acontece o salto de qualidade,

o diferencial entre dois indivíduos dotados do mesmo nível de informações e inteligência.

O experimento, motivo desta matéria,

vai ajudá-lo nesse singelo mistério. 

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